Grupo Galvão diz ter pago R$ 40 mi a Galindo por concessão de água e esgoto

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Mikhail Favalessa

Gilberto Leite/Rdnews
Chico Galindo em entrevista à imprensa: acusado de receber para favorecer grupo empresarial na concorrência

Os irmãos Dario de Queiroz Galvão Filho e Mario de Queiroz Galvão confirmaram o pagamento de R$ 40 milhões em propina ao ex-prefeito de Cuiabá Chico Galindo (PTB) para que a concessão do serviço de água e esgoto fosse direcionada ao Grupo Galvão, dono da CAB Cuiabá, em 2011. Eles estão entre os executivos do grupo empresarial que fecharam acordos de colaboração premiada na Operação Lava Jato.

O último deles, instaurado em fevereiro de 2019, traz as informações prestadas pelos irmãos Galvão sobre o esquema. O juiz Jorge Luiz Tadeu Rodrigues, da 7ª Vara Criminal, determinou que os inquéritos devem ser apensados e os colocou sob sigilo. A decisão é de 10 de dezembro. Outro inquérito apura a participação de funcionários das empresas.

A informação inicial no processo, prestada por uma fonte anônima não revelada, era de que R$ 100 milhões haviam sido pagos por funcionários do Grupo Galvão para que a licitação fosse fraudada.

“A quantia teria sido paga por intermédio de diversas pessoas jurídicas indicadas pelo prefeito de Cuiabá, a época dos fatos, o sr. Francisco Galindo. As investigações apontaram que o objetivo da propina era o direcionamento da licitação para Concessão do Serviço de água e esgoto em Cuiabá, na qual a empresa beneficiada foi a CAB – Cuiabá”, diz trecho da decisão do magistrado.

O pagamento de vantagem indevida teria sido feito por meio de emissão de notas fiscais de serviços emitidas pelas empresas Eletroconstrol/Nhambiquaras, Três Irmãos Engenharia Ltda, e HL Construtora, em nome do Grupo Galvão.

A Concorrência Pública 014/2011 causou polêmica à época, com diversos embates na Câmara Municipal, que autorizou a licitação a pedido de Galindo. O Grupo Galvão entrou em crise depois de ser envolvido na Operação Lava Jato e entrou em recuperação judicial, tendo repassado os serviços de água e esgoto de Cuiabá ao grupo RK Partners, que criou a Águas Cuiabá, atual administradora da concessão.

As investigações sobre a propina na concessão tramitam sob coordenação Defaz. O sigilo nos inquéritos foi decretado pelo magistrado a pedido do Ministério Público Estadual (MPE).

Outro lado

 tentou contato com o ex-prefeito Chico Galindo por meio de ligações e mensagens no WhatsApp, sem sucesso. Também foi tentado contato com a HL Construtora no número de São Paulo disponível na Receita Federal, mas as ligações também não foram atendidas.

Foi feito contato com os setores jurídicos das empresas Nhambiquaras e Três Irmãos Engenharia. Até a publicação desta reportagem, as empresas ainda não haviam se posicionado sobre as acusações.

Às 12h12 – Ex-prefeito se coloca à disposição da Justiça

Em nota, Chico Galindo ressalta que as declarações unilaterais ainda serão analisadas em juízo e ressalta que nunca foi intimado para prestar esclarecimentos sobre estes fatos. Galindo diz ainda que está à disposição para esclarecer a verdade real dos fatos.

Veja, abaixo, a nota

  • Diante das notícias veiculadas na imprensa sobre suposto pagamento de propina, venho por meio desta esclarecer que:
    Tratam-se de declarações unilaterais cujo valor probatório será analisado em juízo;
    Desconheço qualquer inquérito nesse sentido, uma vez que nunca fui intimado para depor sobre os fatos;
    Confio nas autoridades investigativas e no Poder Judiciário;
    Por fim, reitero que sempre estive a disposição, para esclarecimentos em busca da verdade real dos fatos.
    Francisco Galindo
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