Prefeitura oferece prédio da antiga Secopa em troca do Nilo Póvoas e critica ‘egoísmo’ do Governo

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 Érika Oliveira

Foto: Reprodução

O secretário de Governo de Cuiabá, Lincoln Sardinha, rebateu declarações dadas pelo chefe da Casa Civil do Estado, Mauro Carvalho, e insistiu na cessão da Escola Estadual Plena Professor Nilo Póvoas para a Prefeitura de Cuiabá. Lincoln criticou o “egoísmo” do Governo, que não aceitou dialogar sobre o assunto, e explicou que a proposta do Executivo Municipal é entregar o antigo Moitará Sebrae Center, espaço que abrigava a antiga Secopa e onde hoje funciona a Secretaria de Cultura, em troca do prédio da escola, para que sejam ampliadas as vagas para o ensino básico da Capital.

“Será que vocês vão provar o amor que dizem ter por Cuiabá? Ou vão continuar levando tudo para o lado pessoal, se esquecendo que milhares de crianças necessitam dessas vagas? Por que essa agressão injusta sendo que a causa é tão justa? Me pergunto, não é melhor sentar e conversar? Sobra egoísmo, falta empatia. O prefeito Emanuel Pinheiro tem uma proposta para o Governo do Estado, pois ninguém quer nada de graça, somos gestores e devemos agir como tal. Propomos a cessão do prédio municipal onde hoje funciona a Secretaria Estadual de Cultura, conhecido como Moitará e que já abrigou a extinta Secopa, no bairro Goiabeiras, e, em troca, recebemos a cessão do prédio da escola Nilo Póvoas para conseguirmos ampliar o número de vagas do ensino básico da Capital, favorecendo 750 crianças. Nossa luta é por Cuiabá”, afirmou Sardinha.

A resposta do secretário municipal de Governo é uma reação a entrevista concedida por Mauro Carvalho esta semana, à TV Vila Real, na qual descartou atender ao pedido de Emanuel Pinheiro (MDB) e afirmou que a proposta do prefeito tinha como objetivo somente o “confronto” com a gestão de Mauro Mendes (DEM).

Emanuel solicitou a cessão da Nilo Póvoas por meio de um artigo, publicado no site da Prefeitura. A ideia, segundo ele, era evitar que a unidade de ensino – que completa 50 anos em 2020 – seja desativada, conforme anunciou a Secretaria Estadual de Educação (Seduc) no início deste mês.

Mauro Carvalho, no entanto, afirmou que o Estado já definiu o que será feito do prédio. “A escola vai passar por uma reforma muito grande, esse orçamento está destinado na Secretaria de Educação, acima de R$ 3 milhões, e vai se tornar uma escola de referencia em inclusão. Essa escola, inclusive, será a primeira do país, o nome Nilo Póvoas será preservado e aquele prédio embora seja antigo é muito bom, com instalações muito boas”, garantiu.

Fechamento da Escola

De acordo com a Seduc, a desativação da escola Nilo Póvoas faz parte de um processo de reordenamento da rede estadual, visando otimizar os recursos financeiros, potencializar os espaços, melhorar a estrutura física das unidades e a demanda do atendimento aos alunos.

No caso da escola Nilo Póvoas, especificamente, a Secretaria argumenta que o bairro onde a escola está localizada não possui crianças em idade escolar e que os alunos dessa unidade são oriundos de outras comunidades.

Há alguns anos, a escola Nilo Póvoas possuía 807 alunos. Hoje, atende 126 alunos, dos quais 32 finalizam o ensino médio no próximo mês de fevereiro, restando para o ano letivo de 2020 apenas 94 alunos do 1º e 2° ano.

Por conta disto, foi deliberado o remanejamento dos estudantes para a escola Estadual Antônio Epaminondas, que fica no bairro Bandeirantes, nas proximidades da Escola Nilo Póvoas, e que atende com as mesmas propostas pedagógicas de ensino médio em tempo integral.

Leia a íntegra do posicionamento do secretário Lincoln Sardinha:

Não é confronto, é luta por Cuiabá!

Li recentemente uma entrevista do secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, na qual ele afirma que o prefeito Emanuel Pinheiro faz política de confronto e ainda erroneamente compara o pedido de cessão da Escola Nilo Póvoas ao fechamento da Santa Casa de Cuiabá. Quero aqui esclarecer os fatos. Acredito na boa-fé das pessoas, por isso vou considerar os dois casos citados pelo secretário como um “desconhecimento” dos fatos e pelo fato de ele não ser cuiabano, nem mesmo de coração, como outros milhares de cidadãos que vieram de vários lugares e amam nossa cidade.

A Santa Casa era uma instituição PRIVADA que prestava serviços para Cuiabá, o Município pagava por esses serviços, a empresa foi à falência por ingerência da própria administração. Quem sabe a equipe do Governo do Estado saiba nos dizer o que aconteceu, uma vez que de empresas eles entendem bem, já de gente, tenho minhas dúvidas. A escola Nilo Póvoas é uma instituição 100% pública de excelência em ensino há 50 anos na nossa Capital, não há comparação possível nestes dois casos. Sobrou “desconhecimento” e faltou vivência em Cuiabá.

Já a frase de que o prefeito Emanuel Pinheiro “é apaixonado por política de confronto e de discussões pesadas”, afirmo, sem medo de errar, que a gestão Municipal luta e luta muito pelos cuiabanos! É leviano afirmar que o bem-intencionado pedido de cessão, feito pelo prefeito, é confronto. É sim um pedido desesperado de um cuiabano que não quer ver o passado brilhante dessa instituição ser apagado do dia para a noite! A Escola Nilo Póvoas é a história viva de Cuiabá. Quantos profissionais de destaque, que atuam hoje na cidade, percorreram por anos os corredores da renomada instituição? Com certeza o secretário não sabe. Afinal, ele parece não se importar com a história de Cuiabá.

Depois de ler toda a entrevista não consegui visualizar uma resposta clara ao pedido do prefeito e confesso que me surpreendi com o ataque. Tenho me perguntado muito ultimamente sobre o que leva um Governo do Estado a diminuir, ignorar ou até mesmo negligenciar a capital do estado que administra.

Será que vocês vão provar o amor que dizem ter por Cuiabá? Ou vão continuar levando tudo para o “lado pessoal”, se esquecendo que milhares de crianças necessitam dessas vagas? Por que essa agressão injusta sendo que a causa é tão justa? Me pergunto, não é melhor sentar e conversar? Sobra egoísmo, falta empatia.

O prefeito Emanuel Pinheiro tem uma proposta para o Governo do Estado, pois ninguém quer nada de graça, somos gestores e devemos agir como tal. Propomos a cessão do prédio municipal onde hoje funciona a Secretaria Estadual de Cultura (conhecido como Moitará e que já abrigou a extinta Secopa) no bairro Goiabeiras e em troca, recebemos a cessão do prédio da escola Nilo Póvoas para conseguirmos ampliar o número de vagas do ensino básico da Capital, favorecendo 750 crianças. Nossa luta é por Cuiabá.

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