VICENTE VUOLO – VLT e a saúde

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A saúde de boa qualidade não se restringe apenas na construção de mais hospitais e leitos

A saúde de boa qualidade não se restringe apenas na construção de mais hospitais e leitos. Existem outros fatores essenciais que influenciam diretamente no bem-estar da população como saneamento básico, mobilidade urbana e poluição ambiental.

Isso foi o que disseram 40 milhões de médicos em 90 países ao publicarem no último dia 26 de maio uma declaração conjunta pedindo aos líderes dos países do G20 que se engajassem concretamente na batalha contra a crise climática, por um mundo menos poluído e mais verde, com uma pegada sustentável de forma a tentar evitar futuras pandemias. Veja a reportagem em encurtador.com.br/gpvNZ

Enquanto o mundo todo faz as ligações entre saúde, meio ambiente, clima e vida saudável, o pensamento tacanho de alguns governantes induz as pessoas com propagandas enganosas que investir em saúde é apenas em hospitais e medicamentos. Ou seja, para esses neófitos, é uma maravilha ver os hospitais lotados de doentes.

Ao invés disso, devemos, sim, evitar que as pessoas fiquem doentes, pois, os idosos querem envelhecer com saúde curtindo os filhos e netos e, não dentro dos hospitais.

A saúde de boa qualidade não se restringe apenas na construção de mais hospitais e leitos

Vejam o exemplo do COVID-19, ninguém quer ir para o hospital. Todos estão investindo na prevenção, com distanciamento social, higienização, uso de máscaras. Os hospitais não conseguiriam internar todos os pacientes.

Portanto, não devemos esperar chegar uma epidemia para investir na prevenção. Temos que priorizar projetos de país que visem a próxima geração. A começar pelo saneamento básico.

O tratamento de esgoto é muito insuficiente em nosso país. Para os que só pensam na próxima eleição, esgoto é apenas fazer a canalização com manilhas e despejar os dejetos “in natura” nos córregos e rios. Ao mesmo tempo, a qualidade da água deve ser a melhor possível. Não é à toa que as cidades desenvolvidas ao redor do mundo servem água potável nas torneiras.

O Plano de Mobilidade Urbana é outro requisito que não pode faltar nas cidades. E o caminho a ser seguido está no conceito das cidades inteligentes, com uso de tecnologia e transporte limpo para melhorar a qualidade de vida da população.

Atualmente, a maioria das cidades brasileiras é dependente de apenas um modal de transporte. Nessas cidades só se incentiva o gasto de combustíveis fósseis, o asfalto, ônibus a diesel e veículos particulares movidos a gasolina. Um desastre para a saúde população que respira o ar sujo dos gases tóxicos emitidos pelos ônibus poluentes e demais veículos a combustível fóssil. É uma morte silenciosa causada pelas doenças respiratórias. Em tempos de coronavírus são exatamente essas pessoas com asma, bronquite, enfisema pulmonar que não resistem a pandemia.

A poluição ambiental tem que ser combatida drasticamente. O professor de Engenharia Florestal da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o cuiabano João Vicente Figueiredo afirma que “as cidades precisam melhorar a gestão das florestas urbanas. Esse tema está vinculado com a saúde pública em vários países desenvolvidos.

No caso de Cuiabá, em particular, além disso, é preciso melhorar a sensação térmica”.

Com menos carros circulando, menos ônibus, teremos mais saúde. O VLT representa uma evolução por contribuir com o ar mais puro para respirarmos. Isso é saúde, é qualidade de vida.

Vicente Vuolo é economista e cientista político.

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