Em meio à pandemia, uma ameaça do outro lado da fronteira MATO GROSSO – BOLÍVIA

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    Estado faz fronteira com o Departamento de Santa Cruz, o epicentro da pandemia na Bolívia, e não há barreiras sanitárias entre eles

    EDUARDO GOMES Da Reportagem Divulgação
    Santa Cruz de la Sierra, a capital de Santa Cruz, onde há forte presença de mato-grossenses que cursam faculdades

    Além do agravamento da pandemia que avança sobre 127 dos seus 141 municípios, Mato Grosso ainda tem ao lado a Bolívia, onde a doença mata e contamina nos nove departamentos (estados), com epicentro em Santa Cruz, que faz fronteira com Poconé, Cáceres, Porto Esperidião, Vila Bela da Santíssima Trindade e Comodoro, numa extensão de 983 quilômetros, sendo 730 em solo firme.

    E intenso e sem controle o vaivém entre os dois países e, de um e outro lado, não há fiscalização sanitária capaz de controlar essa movimentação.

    Na Bolívia, a pandemia matou 820 e contamina 25.493, sendo que Santa Cruz registra 348 óbitos e 15.067 casos.

    A taxa de mortalidade pela doença é de 3%, segundo o Ministério da Saúde. O país fechou as fronteiras e se isola no centro da América do Sul desde abril.

    A presidente Jeanini Áñez adota a chamada quarentena dinâmica, enquanto discute com autoridades da Saúde e da área econômica a reabertura gradual da economia e de setores da prestação de serviços públicos.

    Em algumas regiões, as medidas sanitárias foram flexibilizadas e, na esfera nacional, são permitidas atividades de mineração, construção civil, agropecuária, industriais e outras, além daquelas consideradas essenciais.

    O fechamento da fronteira de 3.400 quilômetros com o Brasíl, de Corumbá (MS) a Assis Brasil (AC), passando por Mato Grosso e Rondônia, não impede o trânsito formiguinha fora das áreas com controle aduaneiro.

    Em Vila Bela da Santíssima Trindade (521 km a Oeste de Cuiabá), o município mato-grossense mais identificado com o país vizinho, há famílias chamadas de brasilianas (de brasileiros com bolivianas) e bolivieiras (de bolivianos com brasileiros).

    Não existem meios para se interromper a forte ligação entre os povos vizinhos, o que se traduz em risco para ambos, pois dos dois lados da fronteira há registros de contaminação e mortes.

    A população de Santa Cruz de la Sierra, a capital de Santa Cruz, é de 1,75 milhão de habitantes. Há forte presença de mato-grossenses que cursam faculdades naquela capital e que cultivam soja no Departamento, que tem 15.067 contaminados e registra 348 mortes.

    Santa Cruz tem área de 370.621 km² equivalente a Mato Grosso do Sul. Por ser a região mais desenvolvida da Bolívia, se tornou referência em atendimento médico, o que converge para lá pacientes de outras regiões.

    A rede hospitalar em Santa Cruz de la Sierra está praticamente em colapso e há registros de mortes de contaminados em portas de hospitais à espera de vagas em unidades de terapia intensiva.

    A face mais dura da pandemia, a morte, tem presença em todos os departamentos, além de Santa Cruz: Beni (191), Cochambama (114), La Paz (63), Oruro (46), Chuquisaca (21), Pando (16), Potosí (13) e Tarija (oito).

    REVERSO – Tanto a Bolívia quanto Mato Grosso são ameaças um ao outro.

    Nos cinco municípios do lado mato-grossense, a pandemia matou 19 e contamina 327 sendo sete mortes e 140 infectados em Cáceres, cinco óbitos e 52 vítimas fatais em Poconé, quatro falecimentos e 78 contaminados em Porto Esperidião, dois mortos e 40 contaminações em Vila Bela da Santíssima Trindade e um morto e 17 enfermos em Comodoro.

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