Mato Grosso tem 1,3 mil testes de coronavírus aguardando resultado; 80% dão positivo

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    Da Redação – Wesley Santiago Foto: Reprodução/Ilustração

    Mato Grosso tem atualmente, confirmados, 14.654 casos de coronavírus e 556 óbitos em decorrência da doença. Porém, estes números, mesmo na hora em que são divulgados, estão defasados. Isso porque, com o fim do contrato entre o governo federal com a empresa que fornece os equipamentos para o laboratório, a capacidade de testes foi reduzida drasticamente. Até o último domingo, eram 1,3 mil acumulados aguardando processamento.

    Até o último domingo, eram 1.366 amostras em análise laboratorial. Sendo assim, é bem provável que o número de infectados e de mortes seja ainda maior no Estado. No total, cerca de 80% dos exames feitos no Lacen dão positivo para o novo coronavírus.

    Levando-se em conta esta média, é provável que existam pelo menos mais mil pessoas que estão infectadas pela Covid-19 e ainda aguardam o diagnóstico.

    O secretário de Estado de Saúde Gilberto Figueiredo afirmou que não é possível aumentar a capacidade de realização de testes e sugeriu que o tratamento já comece após diagnóstico feito pelos médicos com análise clínica e exames laboratoriais, como a tomografia de pulmão.

    Desde o início do mês, o Estado de Mato Grosso diminuiu drasticamente o número de testes realizados todos os dias pelo Laboratório Central de Mato Grosso (Lacen), em decorrência da não renovação do contrato entre o governo federal com a empresa que fornece os equipamentos para o laboratório.

    Para Gilberto, não há laboratórios disponíveis para dar vasão aos exames. “O Lacen já atualizou a diferença de prazo para fazer os testes, que agora é de 24h, e está fazendo por dia de 700 a 800 testes”, disse. “Mas infelizmente parece-me que pra fazer o atendimento, pra detectar o paciente só se faz com teste… e os especialistas que nos assessoram nos disseram que a principal analise é a analise clinica, o médico não precisa de um teste na mão”.

    A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) notificou, até a tarde deste domingo (28), 14.654 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, sendo registrados 556 óbitos em decorrência do coronavírus no Estado.

    Dentre os 20 municípios com maior número de casos de Covid-19 estão Cuiabá (3.570), Várzea Grande (1.165), Rondonópolis (1.117), Sorriso (652), Primavera do Leste (580), Tangará da Serra (533), Lucas do Rio Verde (497), Nova Mutum (416), Sinop (378), Campo Verde (331), Pontes e Lacerda (314), Confresa (311), Cáceres (260), Barra do Garças (199), Campo Novo do Parecis (194), Querência (177), Sapezal (158), Alta Floresta (146), Nossa Senhora do Livramento (142) e Jaciara (136).

    No epicentro do coronavírus no Centro-Oeste, Cuiabá é destaque no Fantástico

    Da Redação – Fabiana Mendes Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

    No epicentro do coronavírus no Centro-Oeste, Cuiabá é destaque no Fantástico
    O programa Fantástico da Rede Globo destacou mais uma vez a situação de Mato Grosso diante da pandemia do coronavírus. Reportagem sobre cidades de todo o Brasil que recuaram na reabertura, numa tentativa de conter a alta de casos que se seguiu à flexibilização do isolamento social, mostra Cuiabá como o epicentro da Covid-19 no Centro-Oeste.

    A reportagem cita que o aumento no número casos já era previsto por especialistas, caso o isolamento social não fosse respeitado. Foi o que aconteceu. Com a reabertura do comércio, Mato Grosso enfrenta um colapso no sistema de saúde, sendo o estado com maior curva de crescimento da epidemia no Brasil.

    No dia 27 de abril, quando o Governo Municipal autorizou a retomada das atividades não essenciais, Cuiabá tinha 126 casos e uma morte por Covid-19. Em 25 de junho, a Capital conta com 3.132 casos e 136 óbitos.

    Juiz que determinou o fechamento total na região metropolitana, Luiz Lindote relata que concedeu 14 liminares de pessoas solicitando leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em 24 horas. “Se tem demanda de liminar pedindo leito, é porque não tem mais disponível em Mato Grosso”, afirma.

    A reportagem também ouviu o prefeito Emanuel Pinheiro, que recorreu da decisão judicial. “Não é justo penalizar Cuiabá, trancar a população cuiabana dentro de casa, sem nenhum critério sanitário, critério técnico, e deixar o estado inteiro aberto com a população migrando pra cá”, defende.

    A reportagem completa pode ser acessada AQUI.

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