Cuiabá; Joalheiro conhecido na Capital ‘some’ com alianças avaliadas em R$ 100 mil

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Vithória Sampaio Única News

(Foto: Reprodução)
Um cliente registrou boletim de ocorrência contra um o vendedor de joias de Cuiabá, identificado pelas iniciais L.J. A denúncia aconteceu após ele bloquear o número da vítima no Whatsapp e sumir com duas meia-alianças cravejadas de diamantes, avaliadas em R$ 100 mil.

Segundo o boletim de ocorrência, a história começou em fevereiro, quando L.J. viu a aliança, que estava sob responsabilidade de um ourives, que transformaria a joia inteira em duas meia-alianças, para facilitar a venda.

Ele se interessou pela peça, alegando que tinha clientes da alta sociedade que poderiam querer comprá-la.

L.J. havia combinado que mostraria para a cliente no interior do estabelecimento e o empresário e proprietário dos anéis, consentiu, frisando que isso poderia ser feito apenas no interior da loja do ourives, que tinha ficado responsável por transformar a peça.

Dias depois, L.J. descumpriu o pedido do empresário. Ele disse ao ourives que o proprietário o tinha autorizado a retirar as duas peças de dentro do estabelecimento. O que o empresário nega.

Por ser conhecido do ourives e conhecido “na praça”, o joalheiro confiou e permitiu que ele saísse com as peças da loja. Questionado pelo proprietário, L.J. usou o nome de uma empresária de Sinop, que estaria interessada nas joias, informando que havia deixado uma com ela e a outra teria enviado para São Paulo, a uma parceira comercial.

Diante da situação, o empresário resolveu entrar em contato com o vendedor, através do WhatsApp, pedindo as peças de volta. L.J. sempre alegava estar em viagem e que a cliente de Sinop ficaria com uma peça e a outra continuava em São Paulo, mas que a buscaria para devolução.

No entanto, ao entrar em contato com a empresária em Mato Grosso, ela mesma disse que nunca tinha visto as peças.

Após tentar inúmeras vezes ter as alianças de volta, em um último contato, em julho, o joalheiro alegou que entregaria, mas acabou bloqueando a vítima no aplicativo.

Após isto, foi elaborado um B.O. de natureza Preservação de Direitos, dando um prazo até 27 de julho para que L.J. devolvesse as peças e, caso isto não ocorresse, a vítima entraria com as medidas judiciais cabíveis nas esferas civil e criminal.

“Eu não tive outra alternativa ao não ser procurar socorro, fazer o boletim de ocorrência. Tentei inúmeras vezes contato, pedindo as peças de volta, sem êxito! Não o acusei de nada. Foi apenas uma preservação de direitos, onde eu dava um prazo para que ele pudesse devolver minhas joias. E ele não se manifestou em nenhum momento, não me dando nenhum respaldo, nem outra alternativa diferente da que tomei, buscando amparo policial e legal. Espero que tudo isto não passe de um mal entendido e que as peças sejam devolvidas. Não quero prejudicar ninguém. Apenas o retorno do que me pertence”, afirmou o empresário, ao site Única News.

Após a notícia parar na mídia, nessa segunda-feira (17), a advogada do joalheiro entrou em contato com a vítima, pedindo para que ele retirasse a nota que foi vinculada e informando que devolveria as peças até o dia 31 de agosto.

A vítima então informou que, assim que as joias estiverem com ele, fará uma nota de esclarecimento à imprensa.

“Assim que as alianças estiverem comigo, faço uma nota de esclarecimento, após eu levar em um joalheiro de confiança para garantir e conferir se são as minhas pedras mesmo”, pontuou.

Outro lado:

O site Única News entrou em contato com L.J., que alegou apenas ter se ausentado da cidade por estar passando por problemas de saúde.