Confusão durante abordagem da Polícia Militar termina com advogado preso

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Bárbara Sá RDNews

Uma confusão envolvendo policiais militares e o advogado Samuel de Oliveira Varanda foi registrada na noite desta quinta (14) no bairro CPA II, em Cuiabá, e terminou com a prisão do advogado.

Ele relata que recebeu uma ligação de seu cliente, identificado como José Benedito O. Júnior, dizendo que os militares estavam atrás de dele e queria saber se havia mandado de prisão em aberto contra ele. Ressaltou que, há pouco tempo atrás, militares teriam rompido a tornolezeita dele e, para confirmar essa versão, o caso foi denunciado à Corregedoria da Polícia Militar.

Foto ilustrativa

Alegando que Samuel estava escondendo o suspeito, os policiais “o xingaram” e o algemaram, mesmo ele informando que não sabia de fuga do cliente e que era advogado. O caso será também denunciado à Corregedoria da PM.

Conforme a denúncia, José Benedito, o “Caipira”, ligou para o advogado, dizendo que tinha policiais o procurando e queria saber se tinha mandado de prisão contra ele. Como no passado policiais teriam desligado a tornozeleira dele, para apontar que o mesmo a teria desligado, pediu que o advogado checasse se de fato tinha gerado algum mandado. Contudo, devido à situação da pandemia da Covid-19, o advogado não está atendendo no escritório e pediu, então, que o cliente fosse até a casa da mãe dele, no bairro CPA II.

Minutos depois, ele ainda não tinha conseguido checar os processos do cliente, que está no escritório dele há apenas três meses, quando várias viaturas e motos da PM chegaram à rua, e ficaram em frente à casa de vizinhos.

O advogado saiu na rua e um PM perguntou se “se tinha alguém pulando o muro de sua casa, pois estavam atrás de vagabundo que estaria pulando muros nas imediações”. A mesma coisa foi perguntada à vizinha da mãe do advogado.

Diante da situação, Samuel começou a desconfiar que estariam atrás do cliente dele e foi perguntar a José Benedito o que ele tinha feito. Porém ele respondeu que não tinha feito nada. Logo em seguida, os policiais chamaram o advogado na frente da casa da mãe dele e disseram que sabiam que o suspeito estava dentro da casa.

O advogado então disse que quem estava dentro casa era um cliente dele e, para acioná-lo, seria necessário a PM declinar o nome dele e dizer o que ele tinha feito. Emtão os policiais se aproximaram do portão e o advogado o abriu, pois percebeu que, de uma maneira ou de outra, entrariam na casa.

Os policiais militares o questionaram sobre o motivo dele estar escondendo o homem. O advogado, por sua vez, afirmou que não estava escondendo ninguém, mas que estava atendendo um cliente. Neste momento o José Benedito saiu de dentro da casa e em seguida foi preso.

Com isso os policiais jogaram o advogado na parede e, mesmo ele informando ser advogado, foi xingado, algemado e levado a Central de Flagrantes. Acompanhado dos advogados Carlos Henrique Nascimento Areco, Teldo Henrique Palma Fernandes da Silva e Jorge Henrique Franco Godoy, Samuel foi ouvido pela Polícia Civil e liberado.

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