QUEIMA ROUPA; Vídeo mostra policial militar matando jovem numa boate em VG

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Crime ocorreu em agosto de 2020 e policial aposentado está internado numa clínica psiquiátrica

EMILY MAGALHÃES Da Redação folhamax

Imagens registradas pelas câmeras de segurança de uma boate mostram o momento em que o sargento aposentado da Polícia Militar, Márcio Cardoso da Silva, executa Wheric Lino de Barros, de 30 anos, com vários tiros. O caso foi registrado em agosto do ano passado, em um estabelecimento localizado no bairro Jardim Potiguar, região do “Zero KM”, em Várzea Grande.

Os vídeos, que vieram a tona só nesta semana, mostram o momento em que a vítima é interceptada pelo PM, que está de boné e com uma latinha de bebida na mão.

É possível verificar que os dois conversam e, em determinado momento, o sargento vai até o veiculo. Ele pega uma arma e efetua diversos disparos contra a vítima. Em seguida, ele tenta fugir, mas é impedido por policiais.

Imagens da parte interna da boate mostram a vítima sendo alvejada. Após ser atingida, ela corre para dentro da boate, onde cai já sem vida.

CLÍNICA PSIQUIÁTRICA

Na última semana, o policial Márcio Cardoso da Silva teve a prisão preventiva substituída por internação provisória numa clínica psiquiátrica. A determinação é do juiz Murilo Moura Mesquita, 1ª Vara Criminal de Várzea Grande, depois que um exame de insanidade mental realizado a pedido da defesa apontou que ele sofre problemas psicológicos.

Conforme o magistrado, pelo laudo do exame verifica-se que o militar sofre de “psicose não orgânica não especificada” e “transtornos mentais e comportamentais devidos ao uso de múltiplas drogas e ao uso de outras substâncias psicoativas – síndrome de dependência”. O juiz Muriro Mesquita observa que foi apontada, de forma técnica, a necessidade de sua submissão a tratamento multidisciplinar para saúde mental, em regime de internação psiquiátrica até estabilização do quadro, para posterior seguimento ambulatorial.

INTERNADO EM CLÍNICA PSIQUIÁTRICA

Processado por crime de homicídio, Márcio teve a prisão preventiva substituída por internação provisória numa clínica psiquiátrica. A determinação é do juiz Murilo Moura Mesquita, 1ª Vara Criminal de Várzea Grande, depois que um exame de insanidade mental realizado a pedido da defesa apontou que ele sofre problemas psicológicos.

O policial foi preso em flagrante no dia 29 de agosto do ano passado após matar a tiros, na frente da boate VG Show, na região do Zero Km, em Várzea Grande, a vítima Wheric Lino de Barros, que tinha 30 anos. No mesmo dia, a prisão em flagrante foi convertida em preventiva.

Durante o andamento processual, a defesa pediu a rovogação da prisão em diferentes ocasiões e todas foram negadas. Então, requereu a instauração de incidente de insanidade mental para averiguar as condições psíquicas do réu. O laudo pericial, já homologado pelo juiz do caso, confirmou que ele sofre de distúrbios.

Diante da situação, o Ministério Público Estadual pleiteou a substituição da preventiva pela medida de “tratamento multidisciplinar para saúde mental, em regime de internação psiquiátrica”. Pediu ainda a suspensão temporária do porte de arma do réu. Em decisão assinada no dia 11 deste mês o juiz Murilo Mesquita concordou.

“Constatou-se do laudo pericial de insanidade mental acostado no incidente nº 1036994-26.2020.8.11.0002, que o acusado Márcio Cardoso da Silva, ao tempo dos fatos apurados no presente caderno processual, “não era, ao tempo dos fatos, capaz de entender o caráter ilícito de seus atos e de se determinar de acordo com esse entendimento”, diz trecho da decisão.

Conforme o magistrado, pelo laudo do exame verifica-se que o militar sofre de “psicose não orgânica não especificada” e “transtornos mentais e comportamentais devidos ao uso de múltiplas drogas e ao uso de outras substâncias psicoativas – síndrome de dependência”. O juiz Muriro Mesquita observa que foi apontada, de forma técnica, a necessidade de sua submissão a tratamento multidisciplinar para saúde mental, em regime de internação psiquiátrica até estabilização do quadro, para posterior seguimento ambulatorial.

Na decisão, o magistrado esclareceu que apesar de a defesa ter juntado orçamento de clínica particular, bem como informado que familiares do réu se dispõem a custear o tratamento psiquiátrico, caberá ao Estado providenciar o estabelecimento para, uma vez que o procedimento só foi autorizado em medida cautelar decorrente da ação penal, deflagrada em desfavor do réu.

Ele também suspendeu o porte de arma do militar, pois foi “atestado tecnicamente que o quadro que acomete o periciado afeta suas funções mentais a ponto de prejudicar seu entendimento ou sua determinação, o que coloca em risco a coletividade”. Na decisão, o juiz mandou intimar a Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp-MT) para que providencie a imediata transferência do réu para estabelecimento adequado à sua permanência e tratamento, devendo ser observada, para fins de segurança, sua condição de policial militar aposentado.

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