Em MT, 70% das internações hospitalares são por doenças respiratórias associadas às queimadas nos últimos anos

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    Por G1 MT

    Queimadas na Amazônia — Foto: Bruno Kelly/Reuters/Arquivo

    Em Mato Grosso, 70% das internações hospitalares registradas têm relação com doenças respiratórias associadas às altas concentrações de partículas de poluentes emitidas pelas queimadas na Amazônia nos últimos anos. Os dados são de um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da WWF-Brasil.

    O estudo avaliou os percentuais de internações hospitalares que podem ser atribuídos à concentração de partículas de poluentes atmosféricos emitidas pelas queimadas nos estados da Amazônia com maiores números de focos de calor nos últimos 10 anos: Pará, Mato Grosso, Rondônia, Amazonas e Acre.

    Dentre os valores de internações hospitalares diários encontrados, Mato Grosso ficou em segundo lugar, com 57. O limite máximo foi elevado no estado do Pará, alcançando 415 internações hospitalares diárias, algo que pode ser justificado porque, nos últimos 10 anos, o Pará foi líder em incêndios florestais.

    Entre 2010 e 2020, foram registradas 1,2 milhão de internações hospitalares por doenças do aparelho respiratório nos cinco estados.

    Entre os que apresentaram a maior taxa de morbidade hospitalar do período se destacam os valores encontrados no ano de 2010, Mato Grosso ficou em quarto lugar, com 568 internações. As tendências incluíram todas as faixas etárias.

    A fumaça das queimadas na Amazônia e no Pantanal se estenderam por mais de 4 mil km em 2020 — Foto: Inpe/Reprodução

    A fumaça das queimadas na Amazônia e no Pantanal se estenderam por mais de 4 mil km em 2020 — Foto: Inpe/Reprodução

    Os percentuais de internação hospitalar por doenças respiratórias na região se mantiveram estáveis entre 2010 e 2020, mas uma parte considerável dessas internações podem ser atribuídas às concentrações de partículas respiráveis finas emitidas por incêndios florestais.

    Segundo a pesquisa, valores diários extremamente elevados de poluentes contribuíram para aumentar, em até duas vezes, o risco de hospitalização por doenças respiratórias atribuíveis à concentração de partículas inaláveis.

    O estudo também aponta que o excesso de hospitalização por doenças do aparelho respiratório se manteve constante ao longo dos dez anos e afirma que o impacto das queimadas para as populações expostas depende de vários fatores, como a resiliência fisiológica dos indivíduos expostos, comorbidades, idade, local de moradia, condições sanitárias do domicílio e vulnerabilidade biológica.

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