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Poconé; Piloto registra fotos de região de MT antes e depois das chuvas

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Um piloto registrou fotos que mostram o antes e o depois das chuvas em Mato Grosso. A primeira imagem mostra a seca no estado, em agosto de 2020, e a segunda o local após as chuvas, em fevereiro deste ano. As fotos foram tiradas em um trecho entre Jangada e Cuiabá, sobre a BR 364.

Rafael Becker, de 38 anos, contou ao G1 que trabalha em Tangará da Serra, a 242 km de Cuiabá, e que durante as viagens até a capital faz registros de algumas regiões por onde passa.

“É interessante e chocante a diferença. Parece que uma foto é no deserto e a outra na floresta, só por causa da época. Até eu que estou acostumado a ver esses cenários diferentes, ao colocar as fotos lado a lado, me espantei. A diferença é brutal”, disse.

Rafael é piloto há 20 anos e, segundo ele, todos os anos sobrevoa áreas atingidas pela seca e, consequentemente, pelo fogo.

“Faço muito essa rota Tangará/Cuiabá. A foto foi tirada por cima de uma fazenda na época da seca. A segunda é exatamente o mesmo lugar, apenas a vegetação que está bem diferente. Isso mostra o quanto a região fica vulnerável para queimada, pois seca muito”, ressaltou.

O piloto disse que fez os registros propositalmente, pois sabia do cenário que encontraria antes e depois das chuvas.

“É uma forma de conscientizar a população sobre como a região fica vulnerável neste período. A gente tem uma visão um pouco mais ampla que quem está acostumado a andar em estrada”, explicou.

Rodovia Transpantareira

Outras imagens que mostram a mudança de paisagem no estado foram registradas em setembro de 2020, no entorno da Rodovia Transpantaneira, que liga o município de Poconé, a 104 km de Cuiabá, a Porto Jofre, na divisa com Mato Grosso do Sul.

A Transpantaneira tem 150 km de extensão e é conhecida por ser um atrativo turístico da região. Ela cruza a maior planície alagável do planeta e teve sua área verde devastada pelas queimadas.

Incêndios em 2020

Conforme levantamento feito por entidades ligadas ao meio ambiente, como o Observatório Pantanal e SOS Pantanal , em 2020, o Pantanal perdeu para o fogo área semelhante a do estado do Rio de Janeiro – 38.600 km².

O fogo consumiu desde campos naturais até florestas, em escala sem precedentes em todo o histórico de monitoramento do bioma.

Foram mais de 22 mil focos de calor, cuja maioria, segundo depoimentos colhidos no Senado, foram provocados intencionalmente sem que houvesse qualquer punição. Uma perda significativa de biodiversidade e de modos de subsistência de comunidades.

Incêndios criminosos sem responsabilização também ocorreram em 2019, quando foram consumidos 18 mil km² só na porção brasileira do Pantanal. Ninguém foi punido, apesar das cobranças às autoridades e das manifestações internacionais.

Alerta
As entidades emitiram um comunicado, em abril deste ano, alertando que os incêndios ocorridos no bioma em 2020 podem se repetir ou até se intensificar em 2021, caso as medidas de prevenção não sejam tomadas com urgência.

No documento, as instituições recomendam a formação e manutenção de brigadas de combate ao fogo, compra de equipamentos adequados, antecipação na contratação e mobilização do Prevfogo, campanhas de orientação às comunidades pantaneiras e identificação e punição dos responsáveis.

As reivindicações foram descritas em uma carta assinada pelo Observatório Pantanal e distribuída, nessa quinta-feira (8), a parlamentares, e representantes do Executivo como o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, ministro das Relações Exteriores, Carlos Alberto França, e o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux.

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