Após surpreender no Rio, como chega a ginástica para Tóquio 2020?

0
36

Brasil tem medalhistas olímpicos, como Arthur Nory e Arthur Zanetti, e nomes promissores, como Diogo Soares e Flávia Saraiva

Há cinco anos, o Brasil surpreendia a todos e fazia a melhor campanha da ginástica artística em Jogos Olímpicos. Além de competir pela primeira vez em 100 anos com a equipe completa, conquistando um histórico sexto lugar no geral, três integrantes do time brasilerio faturaram uma medalha no Rio, em 2016: Diego Hypolito (prata), Arthur Nory (bronze) e Arthur Zanetti (prata).

A última edição da Olimpíada trouxe ainda gratas surpresas, como a jovem Flávia Saraiva, na época com 16 anos, que terminou a competição em 5º lugar. Naturalmente, a expectativa para os Jogos Olímpicos Tóquio 2020 é grande.

Ao todo, sete atletas vão representar o Brasil no Japão. Arthur Nory, Caio Souza, Diogo Soares e Francisco Barretto Jr compõem a equipe masculina brasileira, com Arthur Zanetti na vaga de ginasta individual. No feminino, Flávia Saraiva e Rebeca Andrade estarão na briga por uma medalha.

A caminhada dos atletas brasileiros rumo a um lugar no pódio começa na sexta-feira (23), mesmo dia da cerimônia de abertura dos Jogos. Mas, afinal, como chega a ginástica brasileira ao Japão?

Arthur Nory

Arthur Nory foi medalha de bronze no solo nos Jogos Olímpicos Rio 2016

Arthur Nory foi medalha de bronze no solo nos Jogos Olímpicos Rio 2016

ROBERTO CASTRO/ BRASIL2016

Aos 27 anos, Arthur Nory é considerado um dos ginastas mais completos do Brasil. Depois de faturar a medalha de bronze no solo nos Jogos do Rio, em 2016, o atleta não parou por aí. Três anos mais tarde, nos Jogos Pan-Americanos Lima 2019, o brasileiro foi um dos grandes destaques da ginástica.

Competindo no solo e na barra fixa, o ginasta conquistou a medalha de prata. O ouro veio na disputa por equipes. Ainda naquele ano, o atleta faturou a medalha de ouro no Mundial de Stuttgart, na barra fixa. A conquista mais recente foi há três semanas, quando brasileiro voltou a competir no Mundial de Doha, apenas na barra fixa, e ficou com a prata.

Agora, em Tóquio 2020, a expectativa é de que o Nory conquiste o lugar mais alto do pódio e se consolide como grande nome não só da ginástica, mas do esporte brasileiro.

Arthur Zanetti

Arthur Zanetti é um dos grandes nomes da ginástica brasileira

Arthur Zanetti é um dos grandes nomes da ginástica brasileira

PEDRO RAMOS/ REDEDOESPORTE.GOV.BR

Arthur Zanetti é o nome mais conhecido da ginástica brasileira na atualidade. O ginasta foi campeão olímpico nas argolas, em Londres 2012, e faturou a medalha de prata nos Jogos Olímpicos Rio 2016. Passados cinco anos, como chega o baixinho dos braços fortes a Tóquio 2020?

Durante o último ciclo olímpico, Zanetti manteve a regularidade, chegando a final em todas as competições que participou. Nos Jogos Pan-Americanos Lima 2019, o atleta esteve a detalhes de conquistar o bicampeonato nas argolas, e levou a prata. Nos Jogos de Tóquio, o ginasta não estará na disputa por equipes, mas segue como um dos grandes nomes na disputa das argolas.

Chico Barreto

Quer uma medalha aí? Chico Barretos tem algumas e a expectativa é de que em Tóquio ele conquiste ainda mais

Quer uma medalha aí? Chico Barretos tem algumas e a expectativa é de que em Tóquio ele conquiste ainda mais

WASHINGTON ALVES/COB – 31.7.2019

Francisco Barreto Jr, ou Chico Barreto, é um nome que pode passar despercebido em Tóquio 2020, mas não deveria. Aos 31 anos, o atleta vai para sua segunda Olimpíada. No Rio, em 2016, Barreto ficou em quinto na barra fixa e em sexto na competição por equipes.

A grande virada da carreira do ginasta foi nos Jogos Pan-Americanos Lima 2019, quando o atleta foi dominante nos tablados peruanos e faturou três medalhas de ouro: por equipes, no cavalo com alças e na barra fixa.

Depois do desempenho brilhante em Lima, Chico Barreto ainda ajudou o Brasil a se classificar para Tóquio 2020 e esteve também em Doha, no Mundial de Ginástica. O atleta ficou em quinto lugar na barra fixa, mas é inegável que chega aos Jogos Olímpicos deste ano como um dos favoritos do Brasil.

Caio Souza

Caio Souza é considerado o ginasta mais completo do Brasil

Caio Souza é considerado o ginasta mais completo do Brasil

CLAUDIO CRUZ/COB

Depois do histórico sexto lugar conquistado por equipes nos Jogos Olímpicos Rio 2016, a carreira de Caio Souza entrou em evidência. O grande momento da trajetória do atleta até então foi em 2019, nos Jogos Pan-Americanos de Lima. Naquela ocasião, o ginasta, além de conquistar a medalha de ouro por equipes, se tornou o primeiro campeão do Brasil no individual geral.

Em 2021, o atleta chega aos Jogos Olímpicos Tóquio 2020 como o melhor generalista do país na atualidade, ou seja, como o ginasta mais completo do Brasil, confortável em todos os aparelhos. A última conquista de Caio Souza foi em Doha, há três semanas, quando faturou o bronze nas barras paralelas.

Diogo Soares

Diogo Soares, a jovem promessa da ginástica brasileira

Diogo Soares, a jovem promessa da ginástica brasileira

JONNE RORIZ/EXEMPLUS/COB

Diogo Soares é o caçula da equipe brasileira de ginástica. Com apenas 19 anos de idade, o ginasta é a grande promessa do Brasil na modalidade e vai disputar sua primeira Olimpíada nos Jogos de Tóquio.

O jovem ginasta acumula conquistas em torneios de base, inclusive duas medalhas (prata na barra fixa e bronze no individual geral) nos Jogos Olímpicos da Juventude, para atletas de até 18 anos. Soares ainda venceu o Campeonato Brasileiro no individual geral, desbancando os colegas Arthur Nory e Chico Barretos, já renomados na ginástica brasileira. Depois de participação discreta no Mundial de Doha, o atleta pode surpreender em solo japonês.

Flávia Saraiva

Flávia Saraiva pode se tornar a primeira mulher da ginástica brasileira a ganhar uma medalha olímpica

Flávia Saraiva pode se tornar a primeira mulher da ginástica brasileira a ganhar uma medalha olímpica

ABELARDO MENDES JR/ REDEDOESPORTE.GOV.BR

Flávia Saraiva é uma das atletas da ginástica artística feminina que estará nos Jogos Olímpicos Tóquio 2020. Com grandes performances na trave, no solo e no individual geral, a ginasta tem tudo para se tornar a primeira mulher da ginástica brasileira a conquistar uma medalha olímpica.

Em 2016, a pequena Flávia, com apenas 16 anos de idade, fez história nos Jogos do Rio. Em sua estreia em Olimpíadas, a ginasta não se intimidou e fez bonito diante da torcida, conquistando um quinto lugar na trave, além do oitavo lugar na disputa por equipes.

Durante o ciclo olímpico, Flávia Saraiva ganhou musculatura, experiência e 10 centímetros de altura (ela mede 1,45m agora). Em Tóquio 2020, a pequena gigante é um dos grandes nomes da do Brasil e a expectativa é de que a atleta entre ainda mais para história da ginástica brasileira.

Rebeca Andrade

Rebeca Andrade, atleta da ginástica brasileira

Rebeca Andrade, atleta da ginástica brasileira

DIVULGAÇÃO

Além de Flavia, o Brasil conta também com a ginasta Rebeca Andrade na disputa por uma medalha na ginástica artística em Tóquio 2020. Depois de uma participação discreta nos Jogos do Rio, em 2016, a atleta sofreu com lesões e ficou até de fora dos Jogos Pan-Americanos Lima 2019 e do Mundial daquele ano, que poderia, inclusive, garanti-la na disputa por equipes dos Jogos de Tóquio.

A pandemia acabou sendo produtiva para a ginasta, que teve tempo para se recuperar e fortalecer o joelho direito (onde a atleta sofreu com lesões). Sem competir há muito tempo, Rebeca precisava vencer o Pan-Americano de ginástica para conseguir se classificar para a Olimpíada, e ela conseguiu. Quem sabe a atleta não complete sua volta por cima com um lugar no pódio em Tóquio 2020.

Fonte: https://esportes.r7.com/olimpiadas