Jayme crê em veto de Bolsonaro a fundo eleitoral de R$ 5,7 bilhões

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Recurso foi aprovado na semana passada por congressistas; senador defende fim da ajuda eleitoral

Mayke Toscano/Secom-MT

O senador Jayme Campos, que é contra fundo eleitoral

CÍNTIA BORGES
DA REDAÇÃO

O senador Jayme Campos (DEM) disse acreditar que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) irá vetar o fundo eleitoral de R$ 5,7 bilhões aprovado pelo Congresso Nacional na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

O recurso é destinado para o financiamento de campanhas eleitorais. O valor representa quase o triplo do destinado na eleição de 2020, que foi no valor de R$ 2 bilhões.

Caso Bolsonaro vete o trecho da LDO em que institui o fundo, a medida volta para o Congresso que pode ou não derrubar o veto.

“Eu acredito [no veto] e ele tem toda razão. R$ 6 bilhão para o fundo eleitoral? Na prática, o que foi aprovada foi a LDO. Ele veta e eu voto com ele. É muito dinheiro. Em plena pandemia R$ 6 bilhões? É muita grana”, disse.

Pegar dinheiro dos impostos que pagamos para fazer campanha? Eu sou favorável que acabe de uma vez por todas

Segundo Jayme, a verba utilizada no pleito passado já é suficiente para o financiamento de campanhas.

“Vamos pegar esse dinheiro e colocar R$ 100 para famílias mais pobres. Se continuasse em R$ 2 bilhões, beleza. Mudar para R$ 6 bilhões… É muito dinheiro”, reclamou.

No início desta semana, ao sair do hospital em que estava internado após uma obstrução intestinal, Bolsonaro sinalizou que pode vetar o trecho da lei.

Contrário a fundo

O senador ainda afirmou que é contrário ao fundo eleitoral. Para ele, as campanhas devem ser feitas com recursos dos próprios dos candidatos.

“Não tinha que ter fundo partidário coisa alguma. Quem quer ser candidato, que vá fazer com seu dinheiro. Caso contrário, faça campanha com o talento. Com pé no chão, na saliva”, defendeu.

“O grande combustível do político é a saliva. Pegar dinheiro dos impostos que pagamos para fazer campanha? Eu sou favorável que acabe de uma vez por todas”, completou.

Fonte: https://www.midianews.com.br/politica/