Jayme defende mudança no sistema eleitoral: “É o que o povo quer”

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Para senador, medida traria mais transparência; pauta é defendida por bolsonaristas

LISLAINE DOS ANJOS
DA REDAÇÃO

O senador Jayme Campos (DEM) saiu em defesa da implantação do voto impresso no Brasil. Para ele, a mudança trará mais “transparência” ao sistema de votação e atenderá à vontade da população.

“Eu sou a favor do voto impresso. Muitos são contra, mas tudo aquilo que é bom para ser transparente, republicano, ético, eu sou favorável”, disse.

O voto impresso é uma pauta defendida pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que diz existir a possibilidade de fraude caso não haja auditagem dos votos. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já se manifestou sobre o caso, afirmando que o voto impresso é que irá potencializar a chance de fraudes. Além disso, a medida aumentará os custos do pleito.

A Proposta de Emenda à Constituição 135/2019, que institui a obrigatoriedade do voto impresso nas eleições no Brasil, tem votação marcada já para esta quinta-feira (5) na Comissão Especial que analisa o texto.

A pauta deve ser uma das prioridades da Câmara Federal no segundo semestre, segundo o presidente da Casa, o deputado federal Arthur Lira (PP-AL).

Para Jayme, a aprovação da medida acabaria com os questionamentos a respeito do resultado das urnas e nada ficaria “obscuro” ou geraria qualquer tipo de “insatisfação”.

“Temos que ser transparentes no Brasil. Chega de atitude que não seja clara, transparente, republicana. Isso que o povo quer. E quando o povo quer, ele é maioria e tem que ser respeitado”, acrescentou.

O custo da medida

Questionado sobre o custo financeiro que a mudança implicaria aos cofres públicos, cerca de R$ 2,5 bilhões nos próximos 10 anos, conforme estimativa do TSE, o senador ironizou. Lembrou que a Câmara  aprovou o valor de R$ 5,7 bilhões para aplicação no fundo eleitoral.

“É muito pouco diante dos quase R$ 6 bilhões para o fundo eleitoral. Que tire de lá e aplique, porque assim há uma consciência. Esse país joga tanto dinheiro fora, é um desperdício de dinheiro. Por que não aprimorar o sistema?”, questionou.

“Zera o jogo e daqui para frente é outra modalidade. Até cartão de crédito que você passa em restaurante, na loja, lhe dão o recibozinho”, completou.

Fonte: https://www.midianews.com.br/politica/j