Possível chapa de Nilson e Márcia ao Paiaguás pode ter apoio de ministro

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    ARTICULAÇÕES NOS BASTIDORES

    Thays Amorim Única NewsReprodução/Montagem

    O anúncio da possibilidade de disputar o Senado Federal por Mato Grosso em 2022, feita no último sábado (11) pelo ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, movimentou os bastidores da política. Isso porque, caso se concretize, a chapa pode ser uma forte via bolsonarista e render apoio político a outra chapa: do ex-deputado Nilson Leitão (PSDB) e da primeira-dama de Cuiabá, Márcia Pinheiro, ao Paiaguás. As articulações, entretanto, ainda são incertas.

    O titular da Infraestrutura revelou no último sábado, em entrevista ao Estadão, que estuda ser candidato em 2022 a senador ou por Mato Grosso, ou por Goiás. Bolsonaro já “rasgou” elogios ao ministro, a quem classificou como “a figura mais importante” dentre os ministérios do Governo Federal.

    A boa relação entre Bolsonaro e Tarcísio também ocorre com Leitão. Mesmo sem mandato, o ex-deputado mantém prestígio junto a membros do alto escalão do Palácio do Planalto, em Brasília. O tucano foi convidado por Bolsonaro para estar em sua comitiva durante uma visita a Mato Grosso, que ocorreu no dia 19 de agosto.

    Logo após acompanhar o chefe de Estado na visita, Leitão esteve em Brasília no dia 1º de setembro com o prefeito da Capital, Emanuel Pinheiro (MDB), para debater a possibilidade. Inicialmente, a discussão seria para concorrer ao Paiaguás, segundo fontes do Única News. A chapa possui a “simpatia” do presidente, como uma segunda via à reeleição do governador Mauro Mendes (DEM).

    Caso se concretizem, as candidaturas podem render bons frutos. Tarcísio e Leitão devem conseguir votos da ala bolsonarista do estado e também do agronegócio.

    As articulações e “especulações” ainda estão no início, e devem se afunilar no começo do ano que vem. Leitão disputou a eleição suplementar ao Senado, em 2020, sem apoio de Bolsonaro, conquistando o 3º lugar na disputa. Tarcísio e Márcia nunca foram eleitos a nenhum cargo eletivo.