Casos confirmados de coronavírus chegam a 673 em Mato Grosso; 21 mortes e 286 curados

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    Da Redação – Carlos Gustavo Dorileo Foto: Tchélo Figueiredo – Secom/MT

    A Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT) notificou, até a tarde desta quarta-feira (13), 673 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso. Os dados atualizados apresentam 69 novos pacientes nas últimas 24 horas.

    Dos 673 casos confirmados de Covid-19 em Mato Grosso, 307 estão em isolamento domiciliar e 286 estão recuperados. O número de mortes subiu para 21 nesta quarta-feira (13), com o óbito notificado pelo município de Cáceres.

    Há ainda 59 pacientes hospitalizados, sendo 33 em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 26 em enfermaria. Com as atuais internações em leitos SUS, a configuração dos leitos disponíveis fica em 213 leitos de UTI e 639 de enfermaria.

    Casos confirmados nas últimas 24 horas por município

    Nas últimas 24 horas, surgiram 69 novas confirmações em Cuiabá (17), Rondonópolis (3), Várzea Grande (11), Barra do Garças (10), Sinop (1), Primavera do Leste (2), Tangará da Serra (4), Cáceres (3), Rosário Oeste (5), Jaciara (1), Confresa (2), Jangada (2), Chapada dos Guimarães (2), Curvelândia (1), Água Boa (1), Campo Novo do Parecis (1), Nobres (1), São Félix do Araguaia (1) e de residentes de outros Estados (1).

    Total de casos confirmados por município

    Os casos confirmados estão em Cuiabá (227), Rondonópolis (66), Várzea Grande (61), Barra do Garças (37), Sinop (26), Lucas do Rio Verde (23), Primavera do Leste (21), Tangará da Serra (18), Cáceres (17), Rosário Oeste (16), Peixoto de Azevedo (13), Jaciara (12), Sorriso (12), Nova Mutum (11), Confresa (10), Mirassol D’Oeste (8), Querência (7), Alta Floresta (7), São José dos Quatro Marcos (6), Jangada (6), Chapada dos Guimarães (6), Curvelândia (4), Tapurah (3), Ipiranga do Norte (3), Aripuanã (3), Água Boa (2), Vila Bela da Santíssima Trindade (2), Vale de São Domingos (2), São Pedro da Cipa (2), Rio Branco (2), Pontes e Lacerda (2), Pontal do Araguaia (2), Poconé (2), Canarana (2), Campo Novo do Parecis (2), União do Sul (1), Santo Antônio de Leverger (1), Poxoréo (1), Ponte Branca (1), Nova Monte Verde (1), Nova Lacerda (1), Nossa Senhora do Livramento (1), Lambari D’Oeste (1), Cotriguaçu (1), Conquista D’oeste (1), Acorizal (1), Nobres (1), São Felix do Araguaia (1) e residentes de outros Estados (17).

    Última morte registrada

    Analista judiciária da Comarca de Càceres (a 218 quilômetros de Cuiabá), Jocydelia Costa de Arruda foi a 21ª paciente morta por coronavírus em Mato Grosso, nesta quarta-feira (13).

    Aos 62 anos, ela lutava contra um câncer, mas não resistiu após contrair o vírus que já matou 11.519 pessoas no Brasil. Casada com Elbio Edeval Sales de Arruda, ela deixou um casal de filhos.

    Jocydelia estava internada no Hospital São Luiz, em Cáceres, que de acordo com o Boletim da Secretaria Estadual de Saúde (Ses) de terça-feira (12), possuía 14 casos confirmados de coronavírus.

    O Poder Judiciário de Mato Grosso lamentou a morte de Jocydelia, servidora desde 21 de outubro de 1996, que trabalhava como psicóloga no setor psicossocial do Fórum. “Neste momento de dor e consternação, todos os magistrados e servidores se solidarizam com seus familiares e amigos”, diz trecho da nota emitida.

    A juíza diretora do Fórum de Cáceres, Joseane Carla Ribeiro Viana Quinto Antunes, decretou luto oficial de três dias na unidade judiciária.

    Este é o segundo óbito registrado em Cáceres. As outras mortes causadas em decorrência da Covid-19 em Mato Grosso envolveram pessoas dos municípios de Lucas do Rio Verde, Cáceres, Aripuanã, Rondonópolis, Cuiabá, Mirassol D’ Oeste, Barra do Garças, Sinop, Querência, Nova Mutum, Várzea Grande, Vale de São Domingos, Barra do Garças e do Rio de Janeiro, que estava em Mato Grosso.

    Em um mês, mortes por coronavírus cresceram 566% em Mato Grosso

    Da Redação – Fabiana Mendes Foto: Reprodução

    Em um mês, mortes por coronavírus cresceram 566% em Mato Grosso
    As mortes por coronavírus em Mato Grosso aumentaram 566% em um mês. Os dados foram analisados do dia 12 de abril ao dia 12 de maio a partir dos boletins da Secretaria Estadual de Saúde (Ses), publicados desde que os primeiros casos surgiram no Estado.
    No dia 12 de abril, Mato Grosso contabilizava três mortes. Já um mês depois, o número é de 20 pessoas vítimas da Covid-19. No inicio da análise, o Estado contabilizava 123 casos confirmados. Já no último dia, o número era de 604.

    Dos 604 casos confirmados, 250 estão em isolamento domiciliar e 277 estão recuperados. Há ainda 57 pacientes hospitalizados, sendo 35 em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 22 em enfermaria.

    Considerando o número total de casos em Mato Grosso, 52,8% dos diagnosticados são do sexo feminino e 47,2% masculino; além disso, 174 pacientes têm faixa-etária entre 31 a 40 anos.

    Já referente aos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), Mato Grosso tinha 498 casos notificados há um mês, mas os números chegaram a 1.295. A SRGA se trata de uma doença respiratória contagiosa e às vezes fatal causada por um coronavírus.

    Levantamento feito pelo Ministério da Saúde aponta que Mato Grosso teve uma queda de 18,3% no número de óbitos por consequência da SRAG, no período de janeiro a abril de 2020, ao se comparar com o mesmo período de 2019.

    Os dados fazem parte do Sistema de Informação Sobre Mortalidade (SIM) do Ministério, que reúne as causas de morte dos brasileiros. De acordo com o SIM, que foi atualizado em 24 de abril, em Mato Grosso, nos quatro primeiros meses de 2020 foram registradas 218 mortes por síndrome respiratória, sendo que no mesmo período de 2019 foram 267 mortes. O que corresponde a uma queda de 18,3%.

    “A nossa série histórica de 10 anos demonstra claramente que o número de óbitos por doenças do grupo da SRAG diminuiu. E temos que analisar esses dados, pois é da fonte oficial do Ministério da Saúde. Precisamos entender que o que consta em uma certidão de óbito pode sofrer alteração, não necessariamente é a mesma informação que estará no SIM, porque depois de uma série de investigações e checagem de dados, poderá ou não se concluir que a morte foi causada por outro fator e não a SRAG”, disse o secretário de Saúde, Gilberto Figueiredo.