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terça-feira, 16 de agosto de 2022, 22:05
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Início Destaques Donato Poconeano continua na UTI, Homem pantaneiro honrado e humilde.

Donato Poconeano continua na UTI, Homem pantaneiro honrado e humilde.

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Amado DONATO MALHEIROS.

Donato continua na UTI e ontem os médicos liberaram para que a família fosse despedir dele, somente está batendo de forma lenta o coração!

Homem pantaneiro honrado e humilde! Com um coração que não sabia dizer não a ninguém, sempre pronto e disposto para a lida no campo nas muitas fazendas que trabalhou nesse imenso pantanal.

Sua traía já estava arrumada na hora que passava para fazer parte da comitiva.

Sempre alegre e com satisfação pois ia descer para o pantanal sua paixão como ele falava.

Gostava de ver os pássaros cantando e o anhuma dando aquele alerta nos corichos quando aproximava do seu ninho.

Nas festas de santo estava à frente da organização da cavalhada, ensinando como deveria ser aquela corrida ou aquela marcação, não ganhava nada com essas festas e como devoto de São Benedito dizia que o santo pagava pois no próximo ano estaria lá.

Lourival

No dia 12 de Novembro de 2019 a Prefeitura Municipal de Poconé, deu início a Semana do Homem Pantaneiro, Onde Homenagiou Donato

Na manhã desta segunda-feira (11/11) a Prefeitura de Poconé, através da Secretaria Municipal de Turismo e Cultura, em parceria com o Rotary Club e a empresa privada BKP, realizaram na Praça do Rotary (praça do trevo) na entrada da cidade, a abertura da Semana do Homem Pantaneiro em Poconé (104 km da capital Cuiabá) e lançamento das obras de paisagismo na praça.

A solenidade deu início a programação em homenagem aos homens pantaneiros que a muito se dedicam e mantem esta tradição no município, na oportunidade, representando a classe, esteve presente o Sr. Donato Belmiro dos Santos de 76 anos, que agradeceu a todos os envolvidos pelo evento e frisou a felicidade que sentiu ao ver todo o trabalho que está sendo desenvolvido em homenagem aos homens pantaneiros “Estou feliz, sou pantaneiro e honro a tradição desde pequeno, durante os meus 76 anos, nunca pude prestigiar uma homenagem assim e saber que estão fazendo esse trabalho, enche o meu coração de felicidade”.

Em destaque, o homem e a cultura pantaneira

Donato no dia 27/06/2014 foi destaque desta reportagem

O Pantanal foi declarado pela Unesco como Reserva da Biosfera e Patrimônio da Humanidade. As centenas de anos de ocupação desse ambiente propiciou o surgimento do homem pantaneiro e sua cultura singular. Esse é o foco central do livro de arte “O Pantanal de José Medeiros” que foi lançado no no dia 20, as 20 horas, no Centro Aberto de Mídia de Cuiabá, espaço da Fifa durante a Copa para os jornalistas de outras regiões do país e do mundo. A publicação recebeu o apoio do Governo do Estado de Mato Grosso e da Prefeitura Municipal de Cuiabá.

Carro de boi, com duas juntas de bois de carro.
Meio de transporte tradicional no Pantanal, que tende a rarear.

O fotógrafo José Medeiros registrou aspectos da cultura pantaneira ao longo dos últimos 11 anos, com muita paciência, persistência e grande sensibilidade. Entre as milhares de imagens resultantes desse registro, foram selecionadas 135 fotos que agora compõem o seu primeiro livro, destacando as grandes paisagens, a lida com o gado e as grandes fazendas do Pantanal, as festas de santo, retratos de personagens e um recorte com destaque para as competições da Cavalhada de Poconé e a Dança dos Mascarados, manifestações culturais belíssimas, espetaculares, e ainda pouco conhecidas no Brasil.

Em primorosa edição em três idiomas – português, inglês e espanhol – da Entrelinhas, o livro foi organizado pela editora e jornalista Maria Teresa Carrión Carracedo e contou com importantes contribuições. Apresentam a obra do artista o fotógrafo Walter Firmo, um dos mais renomados documentaristas do país, a crítica de arte Aline Figueiredo, animadora cultural responsável pela inserção da arte de Mato Grosso no cenário brasileiro, e as curadoras Ângela Magalhães e Nadja Peregrino, curadoras e pesquisadoras com extenso currículo na produção de exposições de fotografia no Brasil. Sobre José Medeiros e sua relação com o Pantanal e os pantaneiros, escreveu a jornalista Carla Pimentel Águas, doutora em Pós-colonialismos e Cidadania Global pela Universidade de Coimbra.

Carla Águas, ao acompanhar José em uma de suas visitas ao Pantanal, registrou: “Ainda que também perca o fôlego diante da tremenda beleza daquele espaço, não só o cenário seduz o artista: é a figura humana, mergulhada naquela imensidão, que está na mira do seu olhar.”

O pantaneiro Donato Malheiros dos Santos, com chapéu,
laço e tirador – peças de vestuário necessárias à lida com o gado.

Walter Firmo, uma das maiores referências da fotografia autoral no Brasil, diz em sua apresentação: “O livro “O Pantanal de José Medeiros” vagueia na construção em cor e preto-e-branco, de um registro solene do homem, senhor pantaneiro, aquele que toca a boiada, faz o laço de couro e cultiva as rezas cantadas. Tudo isso porque este Pantanal que ainda respira pelas lentes de José Medeiros, tem os seus dias contados. A região está mudando, ampliam-se pousadas em seus rios e lagoas e alguns dos vaqueiros que tocavam a boiada agora “conduzem” turistas, ávidos dos desfrutes, regidos pelos conhecimentos de quem sabe onde estão as sucuris, as onças e os veados.”

Na Transpantaneira, é simples assim: o caminho se faz ao caminhar.

E a animadora cultural Aline Figueiredo, nos explica que “O Pantanal de José Medeiros focaliza essa integração com a natureza, tal um sonho edênico. Eu diria que o Zé é mesmo um romântico, na captura do espaço-tempo reservado. As proezas das laçadas, a diversão das corridas, comitivas a conduzir boiadas são tarefas prazerosas que fazem a aventura e o orgulho do peão pantaneiro. Nesse Pantanal, o artista focaliza o universo do peão e não do patrão, vai ao galpão e não ao casarão. Apesar da rima, não se procurou isso de propósito. No Pantanal não há o escalonamento ostensivo, verificado em outras culturas rurais. No Pantanal, o recolhimento da planura nivela a convivência.”

“Este livro é o suporte de um Pantanal de emoções concentradas, resultado de 11 anos de convivência com homens e mulheres do Pantanal em seu cotidiano, principalmente na região de Poconé, com suas diversas manifestações culturais”, avalia Maria Teresa, com a percepção de que o Brasil e o mundo precisam conhecer este povo e esta região de incontáveis riquezas humanas.

Sobre o autor

“Poucos conhecem Mato Grosso como o fotógrafo José Medeiros,” diz a jornalista Martha Baptista. “É quase impossível imaginá-lo sem a câmera na mão. O equipamento fotográfico é uma extensão de seus braços, mãos, e capta com perfeição técnica o que seu olhar e sua sensibilidade artística detectam nas cidades, na natureza, nas manifestações artísticas e, principalmente, no ser humano, que ganha outra dimensão através da arte de José. A redeira torna-se uma figura lendária, a rezadeira parece tocada pelo sobrenatural, o vaqueiro vira um ser mítico, o indígena transparece as marcas de anos e anos de história. Medeiros é um profissional maduro, com 25 anos dedicados à fotografia. É reconhecido no âmbito nacional entre os mais ativos fotógrafos de Mato Grosso”, finaliza. Da Amazônia ao Pantanal, José Medeiros sempre mostrou preocupação com as manifestações culturais do homem interagindo com a natureza. Natural de Campo Grande, MS, desde os 16 anos se dedica à fotografia. Atualmente como documentarista, dedica-se à documentação da cultura brasileira, registrando aspectos artístico-culturais pela agência Fotos da Terra.