Empresárias reclamam que clientes de shopping em VG estão “fora de padrão”

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    VENDAS BAIXAS

    Loja reclama que investiu R$ 319 mil em decoração e não obteve retorno

    DIEGO FREDERICI Da Redação Folhamax

    Uma loja especializada no comércio de moda íntima, localizada no Várzea Grande Shopping, na região metropolitana de Cuiabá, ingressou na Justiça reclamando que não vem obtendo os retornos esperados pelo investimento. As proprietárias reclamam que os consumidores que frequentam o centro comercial estão “fora do padrão” prometido pelos responsáveis do empreendimento.

    A organização pede uma indenização por danos morais, materiais (em razão do investimento), além da devolução dos R$ 60 mil pagos e também a rescisão do negócio por descumprimento contratual por parte do Várzea Grande Shopping. O centro comercial, por sua vez, acionou a Mogia do Corpo Moda Íntima, estabelecimento comercial que reclama da falta de lucros para o pagamento de uma multa de R$ 12,5 mil justamente pela rescisão contratual.

    De acordo com um processo que tramita na 3ª Vara Cível de Várzea Grande, a Magia do Corpo Íntima questiona ainda outros projetos que foram prometidos pelos proprietários do shopping center – como a construção de um hotel e de um centro de convenções no centro comercial -, e que não foram implementados. A organização, que se queixa do investimento de R$ 319,6 mil em seu espaço, afirma que o Várzea Grande Shopping, hoje, possui apenas “lojas que não condizem com a estrutura de um shopping, com produtos de valores baixos, alterando os padrões iniciais”.

    “As empresárias pensaram em uma loja para atender seus clientes, já que se falava em público B e C destinado a esse estabelecimento. Assim, aduzem que a loja é toda em porcelanato, com projeto de iluminação, projeto acústico, sistema de monitoramento, espaço destinado para o ar-condicionado, mezanino, escritório, estoque, os móveis foram feitos em laca, lustres, tudo pensado para atender os padrões”, diz trecho dos autos.

    No processo, a Magia do Corpo Íntima, representada por duas empresárias, conta ainda que os responsáveis pelo empreendimento do Várzea Grande Shopping prometeram um fluxo diário de 25 mil pessoas e que além do aluguel (de R$ 8,2 mil), um valor de R$ 60 mil foi cobrado a título de res sperata. O termo em latim significa “coisa esperada”, e é uma espécie de “luvas” pagas pelo locador (no caso a loja de roupas íntimas) para garantir seu ponto no centro comercial.

    O caso está sob análise do juiz Luis Otávio Pereira Marques, que atua na 3ª Vara Cível de Várzea Grande. Em despacho do último dia 3 de novembro, ele informou que não seria possível julgar o processo neste momento em razão da necessidade de produção de provas.

    Ele intimou as partes para a primeira audiência de instrução e julgamento, deve ocorrer só fevereiro de 2022, além de determinar que elas especifiquem quais provas desejam apresentar nos autos.