Estudantes de MT “presos” na Colômbia enviam carta à embaixada pedindo repatriação

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    Da Redação – Fabiana Mendes Foto: Reprodução

    Oito estudantes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), que estão na Colômbia, não sabem quando poderão retornar para casa, já que as fronteiras estão fechadas devido à pandemia do coronavírus. Um grupo de 31 brasileiros, a maioria em mobilidade acadêmica, enviou uma carta à embaixada do Brasil em Bogotá pedindo ajuda para retornar ao país de origem.
    Os estudantes foram para a Colômbia no começo do ano. Inicialmente, o retorno estava previsto para a primeira quinzena de junho, quando o semestre acaba, mas as fronteiras foram fechadas no dia 17 de março para evitar transmissão da Covid-19.

    “Os brasileiros que atualmente se encontram na Colômbia e que se manifestam por meio desta carta, exortam aos órgãos consulares brasileiros a coordenação, juntamente com os órgãos competentes, a organização de um voo de repatriação humanitário e/ou apoio diante das necessidades que se desenham nesse cenário, como por exemplo a de estudantes com bolsas prestes a expirar”, diz trecho da carta.

    Estudante de Comunicação Social, Pollyana Rodrigues explica que os alunos vivem com auxílios mensais fornecidos pela Universidade Estrangeira. Contudo, as bolsas estão prestes a acabar e sem elas, os estudantes ficarão em estado de vulnerabilidade.

    “Tem estudante que já recebeu a última parcela esse mês. Eu recebo a última parcela no início de junho, todavia minha estadia no alojamento acaba junto com o semestre. Em tese, tenho auxilio e moradia até 26 de junho e nada mais”, afirma ao Olhar Direto.

    “Em cada universidade o semestre acadêmico tem uma duração diferente, mas a maioria estava com retorno previsto para a primeira quinzena de junho e o decreto do presidente Duque, que mantinha as fronteiras [fechadas], se estendeu de 30 de maio para 30 de junho. Com isso, todos os voos foram cancelados, havendo possibilidade de abertura só em julho”, acrescenta a jovem, que atualmente estuda na Universidad Simón Bolívar, na cidade de Cucuta.

    Procurada, a UFMT informou que desde o início da pandemia, a Secretaria de Relações Internacionais (SECRI) faz um trabalho constante de acompanhamento individual dos estudantes em mobilidade internacional, mantendo contato direto e frequente com os mais 50 alunos em 6 países e 15 instituições parceiras anfitriãs.

    Dentro deste diálogo, ponderou que busca alternativas para viabilizar o retorno ao Brasil dos que, após consultados, manifestaram interesse, concretizando, até o momento, oito casos.

    “Vale ressaltar que, infelizmente, esta situação não é exclusiva da UFMT. Estudantes de outras universidades passam pela mesma situação e no contexto do fechamento de fronteiras e cancelamento de voos comerciais, a repatriação é de competência exclusiva do Ministério de Relações Exteriores e do corpo diplomático brasileiro em cada país”, diz trecho da nota.

    Em todos os casos cuja mobilidade ainda está em vigor, a UFMT afirma que já se articula para que, após a conclusão e durante a pandemia, os estudantes tenham o amparo das embaixadas brasileiras nos respectivos países e garantido o retorno ao estado de Mato Grosso.