Mãe sofre por não atender desejo do filho de doar órgãos que teve morte cerebral em MT

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A família do empresário Bruno Mendes de Araújo, de 35 anos, que teve morte cerebral no dia 20 deste mês, sofre por não conseguir doar os órgãos dele por problemas de estrutura devido às festas de fim de ano. O empresário sofreu um acidente de motocicleta no dia 16 deste mês, em Cuiabá, e um dos desejos dele era doar os órgãos.

Por meio de nota, a Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT) informou que realizou corretamente todos os procedimentos para a doação e captação de múltiplos órgãos do paciente, mas que foi informada pela Central Nacional de Transplante que não seria possível fazer o procedimento por questões logísticas e porque não existiam pacientes compatíveis.

O Ministério da Saúde disse em nota que os transplantes dependem de diversas particularidades e uma delas é a existência de um paciente compatível pra receber o órgão.

A mãe de Bruno, Isabel Araújo, contou que o foi o outro filho dela quem recebeu a notícia de que o empresário tinha sofrido um acidente. Ele foi internado em um hospital municipal da capital e, posteriormente, foi transferido para um hospital particular.

Bruno foi submetido a duas cirurgias no cérebro e, depois, foi constatado a gravidade das lesões. No dia 20 deste mês foi confirmada a morte encefálica e foi aberto o protocolo para doação de órgãos.

Bruno Mendes de Araújo teve morte encefálica após um acidente de motocicleta — Foto: Arquivo Pessoal/Isabel Araújo

Bruno Mendes de Araújo teve morte encefálica após um acidente de motocicleta — Foto: Arquivo Pessoal/Isabel Araújo

O empresário era doador de sangue e sempre deixou claro para a família que queria doar os órgãos.

“Nós propusemos pagar os exames que o plano não cobria para que tudo fosse feito da forma mais rápida possível porque meu filho estava sendo mantido com o coração batendo para preservar os órgãos”, contou a mãe.

Em uma reunião, o hospital disse que a Central Nacional de Transplante, que é responsável pelo procedimento, não conseguiria ir para Cuiabá para a captação dos órgãos por problemas logísticos devido às festas de fim de ano.

“Meu filho tinha um coração muito generoso. Ele ficaria muito feliz de saber que ele contribuiu para que uma vida prolongasse, para que uma pessoa se tornasse ativa, saísse da dependência de uma máquina”, disse Isabel.