PEDIDO DO PRESIDENTE; Senador admite pressão para disputar governo de MT

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Pablo Rodrigo pablo@gazetadigital.com.br Reprodução/Facebook

Mesmo reafirmando o foco em buscar a reeleição ao Senado nas eleições deste ano, Wellington Fagundes (PL) admite que tem sido pressionado a disputar o governo do Estado. Segundo o senador, a pressão ocorre por pressão da base bolsonarista do Estado,  que vem colocando a possibilidade para a cúpula nacional do PL.

“A pressão existe, mas eu tenho colocado que a minha reeleição ao Senado é natural, porque a vaga está sendo ocupada por mim. Então não estou buscando a vaga de outra pessoa”, diz Fagundes.

Porém, o senador não descarta concorrer ao governo para contribuir com a reeleição do presidente Bolsonaro. Segundo ele, a reeleição de Bolsonaro é a prioridade do PL e que demais candidaturas ficam em segundo plano. “Nós vamos trabalhar para reeleger Bolsonaro. E vamos buscar as melhores condições para que isso ocorra. Então não tem como descartar nada. Se chegarmos a conclusão de que o melhor em Mato Grosso é ter candidatura própria, nós vamos ter”, pontua.

A pressão para que Wellington Fagundes dispute o governo é tanta que duas pesquisas internas de intenção de votos por institutos nacionais foram encomendadas para avaliar o nome do senador como candidato ao governo.

A candidatura própria no Estado e um palanque para Bolsonaro tem se tornado o desejo do Planalto por conta das movimentações nacionais, já que o ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, tem se aproximado da cúpula do União Brasil – partido que nascerá da fusão do DEM com o PSL -, nova sigla que terá o governador Mauro Mendes.

No entanto, Fagundes pondera e  não descarta uma aliança com Mendes, já que o mesmo já teria dito que não apoiará Moro à presidência. “O Mauro Mendes e o senador Jayme Campos já falaram que não vão apoiar o Moro caso ele vá para o União Brasil ou coligue com o partido. Então não está descartada uma aliança com o governador. Mas é claro que não terá meio termo. Ou apoia apenas o presidente Bolsonaro ou não apoia. Meio termo não existirá dos dois lados”, disse se referindo à possibilidade do governador Mauro Mendes disputar a reeleição e ter mais de um presidenciável em seu palanque.