QUASE 5 MIL CASOS; MT registra 20 mortes por covid em uma semana e taxa de ocupação das UTIs chega a 57%. Governo libera quarta dose para maiores de 40 anos

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    Da Redação – Bruna BarbosaFoto: Rogério Florentino/Olhar Direto

    No total, 749.227 casos da covid-19 já foram registrados em Mato Grosso,

    Em uma semana, 20 pessoas morreram de covid-19 em Mato Grosso, de acordo com dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES), divulgados na tarde desta segunda-feira (20). A taxa de ocupação das UTIs chegou a 57,14%, com 56 pacientes internados por conta da doença.

    Os números de mortes e novos casos da doença em Mato Grosso têm aumentado semanalmente, chegando a 4.970 pessoas contaminadas pelo coronavírus nesta semana.

    No total, 749.227 casos da covid-19 já foram registrados em Mato Grosso, além de 14.957 mortes causdas pela doença. Há ainda, mais de cinco mil pessoas em isolamento domiciliar.

    De acordo com a SES, 728.640 estão recuperados. Entre casos confirmados, suspeitos e descartados para a Covid-19, há 56 internações em UTIs públicas e 57 em enfermarias públicas, que têm taxa de ocupação de 11%.

    Dentre os dez municípios com maior número de casos de Covid-19 estão: Cuiabá (134.755), Várzea Grande (53.433), Rondonópolis (44.267), Sinop (34.158), Tangará da Serra (23.867), Sorriso (23.221), Lucas do Rio Verde (23.103), Primavera do Leste (22.218), Cáceres (17.044) e Alta Floresta (16.868).

    A lista detalhada com todas as cidades que já registraram casos da Covid-19 em Mato Grosso pode ser acessada por meio do Painel Interativo da Covid-19, disponível neste link.

    Cenário Nacional

    No domingo (19.06), o Governo Federal confirmou o total de 31.704.193 casos da Covid-19 no Brasil e 669.065 óbitos oriundos da doença. Até o fechamento deste material, o Ministério da Saúde não divulgou os dados atualizados desta segunda-feira (20.06).

    Recomendações

    Já existem vacinas para prevenir a infecção pelo novo coronavírus, mas ainda é importante adotar algumas medidas de distanciamento e biossegurança.

    Os sites da SES e do Ministério da Saúde dispõem de informações oficiais acerca da Covid-19. A orientação é de que não sejam divulgadas informações inverídicas, pois as notícias falsas causam pânico e atrapalham a condução dos trabalhos pelos serviços de saúde.

    O Ministério da Saúde orienta os cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o novo vírus. Entre as medidas estão:

    – Lavar as mãos frequentemente com água e sabão por pelo menos 20 segundos. Se não houver água e sabão, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool;

    – Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas;

    – Evitar contato próximo com pessoas doentes;

    – Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo;

    – Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência.

    Governo libera quarta dose para maiores de 40 anos

    Cerca de 120 milhões de pessoas aptas a tomar a segunda dose ou a dose de reforço das vacinas ainda não retornaram aos postos de vacinação.

    Agência BrasilMarcos Vergueiro/Secom-MT

    Vacina contra a covid

    O Ministério da Saúde decidiu intensificar a campanha destinada a incentivar a população a completar o ciclo vacinal contra a covid-19. Segundo a pasta, cerca de 120 milhões de pessoas aptas a tomar a segunda dose ou a dose de reforço das vacinas ainda não retornaram aos postos de vacinação de todo o país e seguem desprotegidas contra as manifestações graves da infecção pelo novo coronavírus.

    A campanha de estímulo à vacinação contra a covid-19 chega no momento em que o Ministério da Saúde liberou a segunda dose de reforço (ou quarta dose) para as pessoas que têm a partir de 40 anos de idade. De acordo com a pasta, cerca de 8,79 milhões de pessoas desta faixa etária e que receberam a terceira dose a mais de quatro meses poderão retornar aos postos de vacinação a partir de hoje (20). A recomendação é que estes indivíduos sejam imunizados com as vacinas da Pfizer, AstraZeneca ou Janssen.

    “Além de expandirmos a população-alvo do segundo reforço, o motivo de estarmos aqui, hoje, é convocarmos a população brasileira a procurar um posto de vacinação e tomar sua dose”, disse o secretário nacional de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, na manhã de hoje (20), durante a divulgação do balanço da vacinação contra a covid-19.

    Segundo Medeiros, o alerta ministerial para os atrasos na aplicação da segunda dose e das doses de reforço visa a proteger a população das manifestações graves da doença. Entre a população de 40 a 49 anos apta a receber os imunizantes, apenas 8,53% já tomou a primeira dose de reforço.

    “Os estudos demonstram o efeito protetor que as vacinas têm nos casos de complicação, de agravamento por covid-19. Eles mostram que, independentemente do intervalo etário, as vacinas protegem de uma evolução mais grave da doença. Por isso, o Ministério da Saúde está convocando a população apta a tomar a segunda dose ou as doses de reforço a procurarem um posto de vacinação para termos uma população mais protegida – o que se refletirá tanto na qualidade de vida, quanto na economia”, acrescentou o secretário.

    Assessoria

    vacinação várzea grande corujão

    Peças publicitárias que serão veiculadas em várias mídias para conscientizar a população destacam que, apesar de o governo federal ter decretado o fim da situação de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (Espin, ou Emergência Sanitária), as pessoas devem seguir atentas às recomendações das autoridades sanitárias, tomando todas as doses de vacina recomendadas pelos fabricantes e aprovadas pelas autoridades sanitárias.

    Doses em atraso

    Dados detalhados esta manhã, pela diretora do Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis, Cássia Rangel, revelam que, em todo o país, quase 22 milhões de pessoas aptas a serem imunizadas receberam apenas uma dose das vacinas aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

    Entre janeiro de 2021 e o último dia 10, o governo federal distribuiu 519.838.281 doses de vacinas contra a covid-19. Deste total, 17.965.980 doses foram fornecidas à rede de saúde, este ano, para imunizar crianças entre cinco e onze anos de idade. Nesta faixa etária, 62% das crianças já receberam a primeira dose, mas apenas 38% tomaram a segunda dose.

    Já entre a população de 12 a 17 anos, para a qual também já foi disponibilizada a primeira dose de reforço, apenas cerca de 5% completou o ciclo vacinal – ainda que 91% do grupo tenha recebido a primeira dose regular.

    No total, 62,7 milhões de pessoas já poderiam ter tomado a primeira dose de reforço – dentre as quais, 16,76 milhões têm entre 18 e 29 anos, faixa etária na qual 5,54 milhões de indivíduos ainda não receberam sequer a segunda dose regular. Aproximadamente 27,12 milhões de pessoas com mais de 50 anos ainda não retornaram aos postos de vacinação para receber a segunda dose de reforço.

    “Acho que o mais importante é mostrarmos as doses que estão em atraso”, destacou Cássia Rangel.

    No início do ano, quando o país enfrentava a primeira onda da variante Ômicron, o Ministério da Saúde constatou que pessoas não vacinadas estavam entre seis e nove vezes mais suscetíveis, de acordo com a faixa etária, a desenvolver manifestações graves da doença na comparação com pessoas imunizadas.

    “Em todas as faixas etárias, temos um perfil muito parecido entre vacinados e não vacinados. Os vacinados [com ao menos duas doses de um imunizante] tiveram muito menos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave [SRAG] em relação aos não vacinados, o que demonstra claramente um efeito protetor das vacinas”, disse a diretora.