RUSGA PÚBLICA “A minha língua às vezes é maior que a boca”, diz Jayme sobre ‘treta’ com Mauro

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Abraão Ribeiro Única News Foto: Assessoria

O senador Jayme Campos (UB), fez uma avaliação da sua rápida – e intensa – rusga que teve com o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (UB), no mês passado. Publicamente, por várias vezes, em alto e bom som e no melhor estilo Jayme Campos de ser, o senador disparou contra o staff do chefe do Executivo Estadual, reclamando da falta de atenção e de respeito para com ele, dentro do Palácio Paiaguás.

Tal desavença quase minou o recém criado União Brasil em MT, e envolveu todos os medalhões do partido, como por exemplo os deputados estaduais Dilmar Dal Bosco e Eduardo Botelho, para apagarem o incêndio entre os dois líderes. A poeira baixou – aparentemente – após uma reunião as portas fechadas entre Jayme e Mauro.

Hoje, em live no site VG Notícias, Jayme foi recordado do assunto. Firmou sua independência enquanto político, no sentido de poder externar suas opiniões como achar melhor, e reconheceu que tem a “língua maior que a boca”, mas no bom sentido, como fez questão de frisar.

“Eu sou do União Brasil, agora quando você diz que eu tava agitando, tava agitando coisa alguma, eu tenho independência para externar minhas opiniões e fazer alguns posicionamentos que eu acho que é o correto (…) A minha língua às vezes é maior que a boca, mas no bom sentido, para o bem. Não tenho nada contra o governador, até porque um parceiro como Jayme Campos acredito que todo mundo gostaria de ter, tanto é que todos os partidos de MT sempre estão procurando Jayme Campos. Então tá tudo bem, tudo certo”, vangloriou o velho cacique, que deixou transparecer que nem tudo está “tão bem assim”.

A treta

No dia 14 de fevereiro, Jayme voltou a condicionar o apoio à reeleição do seu correligionário, governador Mauro Mendes, a melhor relação política entre ambos e a gestão. Campos chegou a afirmar que é tratado como ‘inimigo político’ em muitas ocasiões.

Segundo Campos, existe um problema político na relação entre ele e Mendes. “Eu não dependo de governo, não sou empreiteiro, fornecedor. Eu só quero que o governo nos veja como aliado. Agora elege o cidadão e depois ser tratado com inimigo, bye bye, tchau tchau”, disse na oportunidade.

“Pelo que escuto e como sou tratado, eu tenho vergonha de chegar no Palácio ou em Secretaria de Estado, tem Secretaria que acha que sou adversário. E eu ajudei eleger o Mauro, eu tive 500 mil votos em uma eleição com 11 adversários”, disparou o antigo fundador do PFL/DEM.