Sargento Joelson entrega título de cidadão cuiabano à Edmilson Maciel da Banda Terra

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Valorização da cultura se inicia de quem a mantém viva o reconhecimento de um povo é esta honraria. Diz Joelson.

Da Assessoria

O vereador Sargento Joelson (PSB), entregou na tarde desta terça-feira, 22, em Sessão Ordinária da Câmara de Cuiabá, o “Título de Cidadão Cuiabano” ao cantor, compositor e apresentador Edmilson Maciel da Banda Terra que recebeu a maior honraria da casa de leis. Aprovada pelos vereadores o decreto legislativo nº 85/2021 que é conferido pelos relevantes serviços prestados ao município de Cuiabá neste caso através da nossa cultura.

O mais novo cuiabano participou da Tribuna Livre, e falou da emoção de ser agraciado pela casa nesta bela homenagem que recebeu e iniciou declamando um poema. “Eu sou um caboclo dançador, ribeirinho do pé rachado, sou escultor, compositor, sou cantador de rasqueado. Gosto da simplicidade pois assim eu fui criado, me vejo no cururu e no siriri, na dança do congo e dos mascarados. Ofereço-lhe cabeça de pacú, calma aí xômano, pacú é apenas um “petche”, que te deixa encantado. Passa mascado tuvira mato-grossenses adotado e no seu coração passa bater, o compasso do rasqueado.” Finalizou dizendo “Sou um cidadão cuiabano de coração, ao receber este título aí xômano, vou ficar sempre “tôsseira”.”

Joelson reafirmou o compromisso com a cultura e a justa homenagem a este ícone da cultura cuiabana e mato-grossense. “Hoje estamos entregando um Título de Cidadão Cuiabano ao Edmilson Maciel, juntamente com Dona Domingas, Moisés Martins, Roberto Lucialdo, Pescuma, Henrique e Claudinho, Vera Capilé, são os maiores exportadores da nossa cultura cuiabana e mato-grossense, no mais, o que nós fizemos apenas foi ceder este título como reconhecimento por tudo que você fez por Cuiabá, pela cultura e comunicação, desde 1980 quando aqui chegou começou a ser um cuiabano, quase todos nós tínhamos a certeza que já era cuiabano, mas a partir de agora está certeza é real e não é mais um pau rodado e obrigado”. Enfatiza Joelson.

Ao final todos os vereadores o saudaram com palmas e falaram da justa homenagem ao mais novo “Cuiabano de Chapa”.

TRAJETÓRIA

Edmilson Maciel nasceu em Nortelândia, mas logo se mudou com a família para Tangará, local em que mantém laços estreitos até hoje. Lá participou do grupo de teatro ‘Andanças’, do diretor Amaury Tangará desde os 8 anos. Por influência de Amaury na juventude morou no Rio de Janeiro por 3 anos, mas decidiu retornar a Mato Grosso e fortalecer a cena artística daqui. “Tenho eterna gratidão pelo Amaury. Com o Grupo Andanças fiz minha primeira viagem pelo Brasil. Percorremos 9 Estados do nordeste com peças”, lembra.

Formado em técnico agrícola no Ensino Médio e gestão pública, no Ensino Superior, viu a paixão pela música se transformar no seu sustento. De uma família de seis irmãos e todos com alguma ligação com a música, formou o Grupo Natureza, que mais tarde se transformou em Tangará Som 7, Banda Som da Terra e por fim, Banda Terra. Hoje apenas Edmilson e Etevaldo Maciel, baterista que mora na Itália há 15 anos, vivem da música.

Na década de 90, apresentou o quadro Sexta Sertaneja, do programa Revista da Manhã, da antiga TV Gazeta (hoje TV Record). Ficou a frente do quadro por 14 anos e abriu espaço para vários artistas regionais. “Sofri muito no início da Banda Terra com o bairrismo existente em Cuiabá. No programa de TV fiz exatamente o oposto. Queria dar oportunidade para o máximo de artistas”, revela.

A Banda Terra tem dois CDs gravados, mas o carro chefe são os bailes de festas. Para diversificar os negócios, Edmilson montou o estúdio Terra de gravações, um dos primeiros de Mato Grosso. “Os artistas de Mato Grosso não tinham onde gravar suas músicas e o estúdio acabou beneficiando e viabilizando a gravação fonográfica de muitos artistas locais como Henrique, Claudinho e Pescuma, banda Estrela D’Alva, Chico Gil, Estilo Som, Pop Som entre outros”, cita.

Além do estúdio e da Banda Terra, Edmilson atua na peça de teatro “Mato Grosso em Cena”, escrita em parceria com o poeta Aurélio Augusto. A peça musical de 30 minutos conta a história do estado e atende empresas, governo e eventos diversos. “O espetáculo percorreu mais de 30 cidades e com cerca de 200 apresentações, tanto em Mato Grosso como em outros estados. Já me apresentei para 16 pessoas em um apartamento e para 4 mil pessoas na UFMT”.

Incansável, Edmilson ainda participa há mais de 15 anos no Grupo Folclórico “Flor Ribeirinha”, que busca a divulgação e a preservação da cultura Cuiabana. Ele trabalha como arranjador e diretor musical e já participou de mais de 250 apresentações dentro e fora do Brasil. Em 2017, o grupo se consagrou campeão do Festival Internacional de Arte e Cultura em Istambul, na Turquia.

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