Veteranos políticos terão vantagens na eleição ao Senado, avaliam marqueteiros

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Vinícius Bruno RDNews

Marqueteiros Antero Paes de Barros, Claudio Cordeiro e Gustavo Vandoni falam de eleição

Amenos de 60 dias para ser iniciada a campanha para o Senado, que começa em 18 de março, especialistas em marketing eleitoral se divergem quanto a possibilidade de se construir um nome do “zero” com possibilidades de ser consagrado nas urnas. Por outro lado, existe unanimidade na avaliação de que o próximo senador ou senadora seja alguém já conhecido pelos eleitores.

Para o ex-senador e profissional de marketing político Antero Paes de Barros, é possível construir um nome vitorioso do zero nos próximos 90 dias até as eleições em 26 de abril. “O tempo é maior que na campanha normal, que foi de 35 dias de campanha mais 17 de programa de rádio e TV, já que se alternavam os dias em que os candidatos ao Governo e ao Senado podiam divulgar seus programas. Dessa vez, todos os dias serão apenas para o candidato ao Senado. Então será mais tempo para apresentar a proposta e consolidar o discurso”.

Mesmo com essa vantagem, Antero – que deve conduzir o marketing da campanha do vice-governador Otaviano Pivetta – avalia que nomes já consolidados na política terão mais vantagem no páreo pelo Senado, já que suas imagens estão colocadas à opinião pública. “O trabalho que terão daqui pra frente será somente de adequar a mensagem”.

Veteranos com chance

Na opinião do publicitário, advogado e consultor político Cláudio Cordeiro, a construção de um nome neste curto intervalo é impossível. “A não ser que seja alguém que já tenha base construída. Uma pessoa comum precisaria de pelo menos 12 meses para construir uma imagem nas redes sociais”, exemplifica. Para ele, políticos com mandato ou que participaram das eleições 2018 tem mais chances de vencer a suplementar.

Cláudio pondera que discursos pautados por temas conservadores e de direita ainda estão em alta, e que isso pode favorecer quem tiver reputação para manter esse tipo de narrativa. “Mas somente pesquisas podem dizer o que a sociedade almeja e, se essas características fazem parte do perfil do pretenso candidato”.

Para o publicitário Gustavo Vandoni a eleição suplementar beneficiará alguém com mandato político, ou algum nome novo que tenha a indicação de algum veterano. “Não é possível construir uma imagem do zero em tão pouco tempo. Essa será uma eleição mais objetiva, por isso, vai facilitar aos nomes já postos”.

Dentre as variáveis que devem ser preponderantes durante a campanha é a viabilidade econômica. Apesar do TRE-MT ainda não ter definido qual será o teto de gastos por chapa, se for igual à campanha passada, os candidatos poderão gastar até R$ 3 milhões. “Com esse pequeno intervalo para arrecadar doações de pessoas físicas, os candidatos que já possuem recursos e condições de se autofinanciarem também serão beneficiados pelo curto prazo de campanha”.

Campanha Eleitoral

Conforme definiu o TRE-mt, a partir de 18 de março, 39 dias antes da votação, os candidatos podem iniciar a propaganda eleitoral, inclusive pela internet.  A partir da data também é possível a realização de comícios, utilizar aparelhos de som das 8h às 24h, elem da distribuição de material gráfico. Já a propaganda eleitoral no rádio e TV começa em 23 de março, sendo 34 dias antes do dia de votação. Essa modalidade de campanha seguirá até 23 de abril.