Voto útil: a estratégia para derrotar o opositor

0
32

Nas últimas semanas, a expressão “voto útil” vem ganhando força entre os eleitores e nas declarações dos candidatos. O engajamento nas redes sociais, pelo voto útil, por exemplo, registrou 30 vezes mais interação no Instagram que há um mês, e 19 vezes mais no Facebook no mesmo período. É o que mostra levantamento feito pela Novelo Data em parceria com Essa Tal Rede Social entre os dias 12 e 18 de setembro.

Mas, o que isso quer dizer exatamente?

A cientista politica e professora da Uninter, Karolina Roeder, explica que, “o voto útil ou voto estratégico, é aquele dado pelo eleitor ao candidato que não é o primeiro lugar de sua lista de preferências, mas é escolhido para que possa derrotar o opositor que esse eleitor rejeita”.

A professora ainda completa que isso pode ocorrer em três situações combinadas:

  • O eleitor tem forte rejeição a um candidato.
  • Há outro com chances de derrota-lo.
  • E, apesar desta não ser a sua primeira escolha, está disposto a votar no que possui mais chances para que o candidato ao qual ele rejeita, perca.

Nestas eleições isso pode ocorrer, já que a rejeição ao atual presidente é alta, de 52%, e 39% à Lula. “Ambos podem provocar voto útil. Há também hoje uma proporção considerável de eleitores com o voto já definido, 81% dizem já saberem em quem irão votar, sendo majoritariamente nesses dois primeiros colocados nas pesquisas. E antes mesmo do início oficial da campanha, 16 de agosto, as pessoas já estavam decidindo o seu voto, o que colabora com que ocorra uma ‘aparente antecipação’ do segundo turno, ou ao menos, clima e comportamento eleitoral próximos disto, com outros candidatos tendo uma intenção de voto muito baixa quando comparamos com outros pleitos”, afirma Karolina.

As redes sociais é uma importante aliada na hora da decisão

 Sem dúvida as redes sociais colaboraram com a decisão mais precoce dos eleitores. Neste ambiente, as pessoas falam mais sobre política, compartilham e resgatam notícias e conteúdos para afirmarem o seu posicionamento entre a sua “bolha”. As pesquisas de opinião também são fundamentais para isso, fazendo com que o eleitor conheça o cenário eleitoral do momento e tome a sua decisão também baseada nisso.

“O fato é que as pessoas estão decidindo e mudando o voto nessa última fase da campanha eleitoral, evidenciando a utilização do voto estratégico para derrotar o candidato que rejeita e isso é natural em qualquer eleição”, finaliza a especialista.